terça-feira, 28 de junho de 2016

“A SALA DE AULA É UM LUGAR PARA OUVIR, MUITO MAIS DO QUE FALAR”, AFIRMA EDUCADOR
O professor cearense Leunam Gomes compartilhou o primeiro capítulo de seu livro "Professor com Prazer", em que escreve sobre a importância de se tornar a sala de aula um ambiente acolhedor.
A sala de aula é o local mais importante da escola. É o espaço de comunhão. Um lugar sagrado. Tudo mais existe em função da sala de aula. A biblioteca, o refeitório, a cantina, as áreas de recreação, as quadras de esporte, as salas de multimeios, a secretaria, a direção, tudo está a serviço do sucesso na sala de aula.
As crianças e suas famílias colocam todas as esperanças na sala de aula. É ali que tudo acontece. Uma criança pode ter na sala de aula o começo de seu sucesso. Mas, lamentavelmente, pode ter ali um local para decepções consigo mesma, com os professores, com os colegas, com a vida.
Todos nós adultos, que tivemos chance de estudar, acumulamos histórias e mais histórias a contar de nossas salas de aula. Se um aluno é valorizado na sala de aula, isto elevará a sua autoestima e ele aprenderá qualquer disciplina.
E no âmbito da sala de aula, o mais importante é como acontecem as relações entre professores e os alunos, e dos alunos entre si. É o prazer da convivência que vai motivá-los a retornarem à escola. É importante o ambiente da sala de aula: que seja limpo, que seja bem decorado, que seja bem claro, que seja atraente. Mas os alunos voltarão à sala de aula pela certeza de que serão valorizados.
Ali deve ser um local especial para construir a felicidade, coletivamente. Os alunos querem ser respeitados em suas histórias, suas ideias, seus conhecimentos. Jamais querem ser, como ninguém quer, desqualificados, humilhados, desvalorizados, subestimados.
“NA SALA DE AULA
É QUE SE FORMA UM CIDADÃO
NA SALA DE AULA
QUE SE MUDA UMA NAÇÃO”
(LECI BRANDÃO)

A realidade mostra que a grande maioria das pessoas quer aprender e gosta de aprender. No entanto, parece paradoxal, ninguém gosta de “ser ensinado”, especialmente quando os seus conhecimentos são desvalorizados e os ensinamentos surgem como uma imposição.
Quem dirige carro sabe o quanto é irritante alguém ficar dizendo: “o sinal vai abrir”; “cuidado, aquela pessoa vai atravessar…”; “parece que tem um animal na estrada”; “é bom dar sinal que vai dobrar…” E assim por diante. São formas explícitas de demonstrar descrença e insegurança, em relação a quem está dirigindo.
A nossa escola tem formas tradicionais de demonstrar desconfiança nos alunos, camufladas sob formas de ajudar. O professor mostra uma caneta e já diz: “Isto é uma Ca…” Já pressupõe a incapacidade dos alunos e, por precaução, diz o início da palavra. Ora, isto é um desrespeito. Por que não esperar que os alunos digam o que pensam? Se os alunos dão respostas diferentes daquela que o professor espera, é uma boa oportunidade para um diálogo, em que cada um exporá o seu pensamento sobre aquele objeto. Mesmo que as respostas dos alunos pareçam absurdas, cada um terá um motivo para dizê-las. E devem ser respeitados em suas concepções. Um aluno que tiver a sua palavra bloqueada logo nas primeiras aulas, dificilmente terá espontaneidade para participar em outros momentos.
A sala de aula é o local ideal para começar a exercitar a cidadania, desde os primeiros até os últimos anos, com o exercício cotidiano da participação, da vivência e da convivência.
Numa sala de aula de um curso de graduação, em História, numa cidade do interior do Ceará, um aluno, no primeiro dia de aula, ousou fazer uma pergunta ao professor, relacionada à disciplina. E a resposta foi:
– “Se eu soubesse que o nível de vocês era tão baixo, não teria vindo aqui dar aulas”.
Quem mais ousaria fazer alguma pergunta? Aquela, naturalmente, era a defesa prévia do professor, para que os alunos não formulassem outras questões. E, assim, ele ficaria livre para desenvolver o conteúdo da forma que lhe conviesse. Sem participação.
Daí a importância de saber ouvir os alunos. A sala de aula é um lugar para ouvir, muito mais do que falar. Quem fala muito, não tem tempo de pensar, nem de ouvir. Sabe-se da autonomia do professor em sua sala de aula, portanto, não é preciso esperar decisões que venham de cima. Muito menos se justifica colocar a culpa na direção ou nos coordenadores pedagógicos. Usemos, portanto, de nossa criatividade e tenhamos coragem de ousar e criar formas novas de conduzir a turma à aprendizagem. O mais importante, é que, todos os dias os alunos aprendam mais. Nosso papel principal é facilitar o processo de aprendizagem.
Fonte: http://info.geekie.com.br/sala-de-aula/?utm_campaign=LMD-SLS-RTT-CUS-2015&utm_source=hs_email&utm_medium=email&utm_content=31053957&_hsenc=p2ANqtz-_zfcOMrqho-d2jqnYSFlLEi_kpovKKkQQTnDHDo7tAcsA4O3DNHm0-CIJZM1dHLQzgLxZVrxp0x2RZmKwaA5oClPZazEXftBmXY3dzJ9CHF25Rizs&_hsmi=31053957

segunda-feira, 23 de maio de 2016

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM: FORMATIVA OU SOMATIVA?

Articulação pedagógica e prática de intervenção para subsidiar professores no apoio à recuperação da aprendizagem.

Articulação pedagógica: o papel do professor coordenador

Avaliação formativa

O vídeo traz à tona um tema bastante importante: o significado das avaliações desenvolvidas nas escolas. A partir dele, são expostas algumas informações e opiniões sobre o que caracteriza os diferentes tipos de avaliação, bem como seus objetivos principais.

Avaliação com foco na aprendizagem

É im­por­tante res­saltar que toda pro­posta de ava­li­ação deve ter ob­je­tivos claros e pre­vi­a­mente de­fi­nidos pelo pro­fessor. São esses ob­je­tivos que de­ter­mi­narão os itens que vão compor os ele­mentos a serem ava­li­ados, seja em ava­li­ação di­ag­nós­tica ou for­ma­tiva.

Elaboração de itens para avaliação
Para avan­çarmos mais em nossa com­pre­ensão, você pode con­sultar o do­cu­mento Guia de Ela­bo­ração e Re­visão de Itens do Inep. Dis­po­nível em http://www.if.ufrj.br/~marta/enem/docs_enem/guia_elaboracao_revisao_itens_2012.pdf
Ele traz al­guns as­pectos sobre a for­mu­lação de ques­tões ob­je­tivas, que devem ser con­si­de­rados para ela­bo­ração de ques­tões ba­se­adas em com­pe­tên­cias e ha­bi­li­dades.

Finalidade da avaliação: competências e habilidades

O do­cu­mento Guia de Ela­bo­ração e Re­visão de Itens do Inep apre­senta uma pro­posta de ela­bo­ração de ques­tões ob­je­tivas que segue a mesma me­to­do­logia ado­tada na ela­bo­ração de itens da Ava­li­ação da Apren­di­zagem em Pro­cesso - AAP e do SA­RESP.

Avaliação como prática de intervenção

Ao montar si­tu­a­ções de in­ter­venção di­dá­tica é fun­da­mental ‘ma­pear’ o co­nhe­ci­mento prévio dos alunos, ou seja, fazer uso da ava­li­ação ao longo do pro­cesso de apren­di­zagem. Assim, o pro­fessor deve fazer uso de si­tu­a­ções de ava­li­ação di­ag­nós­tica em sua prá­tica, para, a partir delas, ela­borar pro­postas de in­ter­venção ade­quadas.

Pro­fessor, ao montar si­tu­a­ções de in­ter­venção di­dá­tica é fun­da­mental ‘ma­pear’ o co­nhe­ci­mento prévio dos alunos, ou seja, fazer uso da ava­li­ação ao longo do pro­cesso de apren­di­zagem.
Saiba mais...
A revista Nova Escola traz a reportagem “A avaliação deve orientar a aprendizagem” que sugere um quadro com alguns instrumentos de avaliação bastante diversificados. Ressaltamos que, para um bom entendimento da proposta do quadro, deve-se considerar que qualquer um dos instrumentos apresentados, se utilizados de forma isolada, podem gerar dúvidas quanto à pertinência da avaliação proposta.
Clique aqui para acessar a reportagem.
Acesse aqui para visualizar o quadro da reportagem.

Sintetizando...
As ava­li­a­ções for­ma­tivas e di­ag­nós­ticas são ins­tru­mentos para in­ter­venção nos pro­cessos de apren­di­zagem. Nesse sen­tido, é pre­ciso ter ob­je­tivos claros do que se quer acom­pa­nhar e se­le­ci­onar ou ela­borar ati­vi­dades cen­tradas nos as­pectos que pre­cisam ser mais de­sen­vol­vidos.
Um dos grandes de­sa­fios dos do­centes é jus­ta­mente este: ter cons­ci­ência das ha­bi­li­dades e con­ceitos que cada pro­posta apre­senta e dosá-los, de modo a po­derem, de fato, ser de­sen­vol­vidos pelos es­tu­dantes.


terça-feira, 17 de maio de 2016

5ª OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA

Etapa Oficinas nas escolas

As oficinas nas escolas representam a essência do trabalho do(a) professor(a) com vistas ao ensino dos gêneros textuais para os estudantes. Pretendem qualificar o processo de produção dos textos a serem enviados para o concurso.
Elas acontecem a partir das sequências didáticas propostas pela Olimpíada para os quatro gêneros textuais trabalhados no Programa. As oficinas estão publicadas no Caderno do Professor, disponível na Coleção da Olimpíada, compostos por áudios, vídeos, textos e jogos de aprendizagem relacionados aos conteúdos a serem trabalhados nas escolas.

Mobilização e divulgação

4 gêneros em cartaz

Ajuda o professor a aprofundar o gênero que vai ensinar e fornece recomendações para o planejamento do trabalho.


Folder informativo

Fornece informações sobre as etapas do concurso, premiações e outras informações importantes.
https://www.escrevendoofuturo.org.br/arquivos/5645/olp2016-folderguerrilha-parasite.pdf


Cronograma 5ª edição 2016


Lembrando que neste ano, a 5ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro está em andamento com o tema "O lugar onde vivo". O Programa criou os Percursos Formativos, um diagrama interativo que oferece autonomia para o educador escolher seu caminho de formação. Novas turmas dos cursos a distância "Sequência didática: aprendendo por meio de resenhas", "Caminhos da Escrita" e "Leitura vai, escrita vem: práticas em sala de aula" também são oferecidas ao longo do ano, além de diversos recursos didáticos interativos disponíveis no Portal.
Acompanhe as ações do Programa e participe! 

terça-feira, 26 de abril de 2016

PROJETO EPTV NA ESCOLA 2016


Projeto EPTV na Escola de 2016 propõe como tema:

 "O Brasil que eu vou ajudar a construir"


Concurso de redações chega a 17ª edição premiando alunos e professores. Projeto já teve a participação de 1,5 milhão de estudantes de SP e MG.


A décima sétima edição do projeto "EPTV na Escola" propõe que estudantes do interior de São Paulo e Sul de Minas reflitam sobre como contribuir para um país melhor no futuro. O tema do concurso de redações é "O Brasil que eu vou ajudar a construir".

O projeto envolve todos os anos cerca de 100 mil estudantes do último ano do ensino fundamental das redes municipal e estadual, escolas particulares, do SESI e EJA.

Os autores de textos selecionados pelas secretarias municipais de educação ou diretoria regional de ensino de cada município têm a oportunidade de visitar as sedes das emissoras em Campinas, Ribeirão Preto, São Carlos e Varginha. Os alunos podem conhecer os profissionais, visitar redações e estúdios e tirar dúvidas sobre como são produzidos os telejornais regionais. O roteiro de visitas será divulgado no site www.eptvnaescola.com.br a partir do dia 31/07/2016.

Cerca de 2 mil redações selecionadas em cada região serão avaliadas e os autores dos melhores textos serão premiados. Também há premiação para professores, diretores e escolas.

Consulte a íntegra no regulamento clicando aqui: http://projetos.eptv.com.br/eptvnaescola/

E assista ao vídeo de divulgação: 


segunda-feira, 25 de abril de 2016

A IMPORTÂNCIA DA PRODUÇÃO TEXTUAL


Praticar escrita e reescrita textual



As produções escritas na escola muitas vezes se configuram como um desafio para professores e alunos. Para que os alunos avancem em vários aspectos de suas produções escritas, não basta propor várias delas, diversificando gêneros e situações comunicativas, ao longo do ano. É preciso também propor e orientar reescritas, enfocando, em cada oportunidade, alguns aspectos textuais, linguísticos e discursivos.
 Leia a tirinha de Laerte (POSSENTI, 2005, p. 34 - baixe ao lado o material na íntegra). Caso nós “corrigíssemos” a grafia das palavras (em vez de “O Ringo Starr” trocar por “O Ringo está”, por exemplo), a tira perderia o efeito de humor, que faz um jogo de palavras com os nomes e as características dos integrantes da banda The Beatles.

Sírio Possenti, no fascículo Aprender a escrever (re)escrevendo, afirma que: 


Contudo, quando falamos em “seguir regras”, muitas vezes a escola se concentra apenas em regras de ortografia, pontuação, acentuação etc. As regras de uma produção textual dependem do gênero a ser produzido, da situação comunicativa criada, ou seja, é necessário observar se o texto atende sua função social e as intenções comunicativas dos interlocutores. Muitas vezes, a tão valorizada ortografia pode ser propositalmente alterada, a depender das intenções comunicativas do texto.


Muitas vezes nos frustramos porque acreditamos que, se já ensinamos um determinado conteúdo de ortografia, pontuação, acentuação, concordâncias etc., os alunos não poderiam errar em suas produções escritas. 

Possenti (2005, p. 15) destaca que “o conhecimento de regras (decoradas ou fora de contexto) não leva necessariamente ao acerto na prática. Muitos alunos acertam exercícios, mas erram quando escrevem textos”. Por isso, precisamos levar em conta que a escrita é uma prática social (e não uma junção de frases soltas dos exercícios de gramática) para propô-la em sala de aula.

Primeiro ponto: precisamos de práticas de produção textual que façam sentido aos estudantes. “Fazer sentido” significa, basicamente, que haja alguma motivação real para escrever o texto, embora, na escola, algum tipo de simulação seja inevitável. Basta pensar em nossas produções cotidianas − quando vamos escrever, temos uma motivação para isso: uma reclamação em um site relacionada a uma compra não recebida; um e-mail com dúvidas sobre um curso; um relatório sobre a última reunião de coordenação etc.


Também é preciso algum material (informações, fatos, opiniões) sobre o qual o texto possa ser escrito, ou seja, é preciso dar repertório aos alunos. Além disso, em muitos casos, nós pesquisamos, comparamos informações, fazemos anotações, tiramos fotos ou cópias, discutimos com conhecidos sobre o assunto... Ou seja, não escrevemos por escrever e também não escrevemos sobre “temas livres”, sem repertório ou função social, como é comum na escola. 

terça-feira, 5 de abril de 2016

OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA ESCREVENDO O FUTURO

Concurso - Do lugar de cada um o saber de todos nós


OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA ESCREVENDO O FUTURO

Estão abertas as inscrições para a Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro - concurso de produção de textos para alunos de escolas públicas de todo o país, do 5º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio, numa iniciativa do Ministério da Educação e da Fundação Itaú Social, com coordenação técnica do Cenpec, que em 2016 promove sua 5ª edição.


Este ano, o tema escolhido é "O lugar onde vivo", que propicia aos alunos estreitar vínculos com a comunidade e aprofundar o conhecimento sobre a realidade, contribuindo para o desenvolvimento de sua cidadania.

A adesão para professores é de 25 de fevereiro a 30 de abril de 2016. Inscreva-se!!!

Para maiores informações, acesse o link:

https://www.escrevendoofuturo.org.br